Tais Targa
Headhunter, Especialista em Recolocação e Outplacement, Palestrante, LinkedIn Top Voices. Psicóloga, Mestre em Educação
Nos anos 90, a internet era vista por muitos profissionais como uma ameaça.
Não era séria. Não era confiável. Não era “coisa de gente inteligente”.
Dizia-se que destruiria empregos, emburreceria as pessoas e acabaria com o trabalho “de verdade”.
Trinta anos depois, esse discurso envelheceu mal.
Hoje, basta trocar a palavra internet por inteligência artificial para perceber que o roteiro é exatamente o mesmo. Mudou a tecnologia. Não mudou a reação humana.
A pergunta que quase ninguém quer responder
Diante da inteligência artificial, existem três tipos de profissionais.
E antes de continuar, quero te perguntar — com carinho, mas também com provocação:
Quem é você na fila do pão dessa revolução?
1. O profissional que odeia
É o que trata a IA como ameaça. Como inimiga. Como algo quase sobrenatural.
Acha que é “coisa do capeta”. Que vai roubar empregos. Que vai acabar com a inteligência humana.
É o profissional que rejeita, demoniza, ironiza. Constrói um discurso moral para justificar o próprio desconforto.
Enquanto ele discute se a IA é ética ou não… o mundo segue.
E não espera consenso.
2. O profissional que usa — mas usa mal
Esse é mais perigoso do que o primeiro.
Ele até usa IA. Mas usa de forma rasa, preguiçosa e sem critério.
Faz uma pergunta corrida. Escreve um prompt genérico. Espera um milagre.
Copia. Cola. Posta.
Usa IA como se fosse um Google com glitter.
Depois reclama:
- que ficou genérico
- que ficou raso
- que “a IA não funciona”
Funciona, sim.
O que não funciona é usar sem pensamento.
IA não substitui falta de repertório, de método ou de inteligência crítica. Ela só escancara.
3. O profissional que foi “picado”
Esse entendeu.
Entendeu que IA não é substituição. É extensão.
Não romantiza. Não terceiriza o cérebro. Não entrega sua ética.
Usa IA com:
- estratégia
- profundidade
- método
- pensamento crítico
Ele sabe exatamente onde a máquina começa — e onde o humano precisa continuar.
O ponto que separa maturidade de ingenuidade
Esse terceiro profissional entendeu algo fundamental:
IA sem direção é só barulho.
Por isso, ele:
- programa agentes
- limita alucinação
- exige lastro
- coloca ciência na conversa
Ele não “conversa” com a IA como quem pede um favor. Ele conduz.
Porque sabe que tecnologia sem inteligência humana por trás é apenas ruído acelerado.
Mas tecnologia com inteligência humana, ética e método…
É aceleração real.
A escolha já está sendo feita — mesmo que você não perceba
A pergunta não é mais se você vai usar IA. Isso já está acontecendo, direta ou indiretamente.
A pergunta é como.
Você é:
- o que odeia?
- o que copia?
- ou o que expande?