Carolina Martins
Especialista em RH mais seguida do LinkedIn | TEDx Speaker | LinkedIn para Executivos
Felicidade é um tema que ganhou força na comunidade científica nos últimos anos e de acordo com pesquisas, o índice de insatisfação e infelicidade relacionados ao trabalho está bem alto.
De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Survey Monkey 90% dos brasileiros estão infelizes com o trabalho atual. Desse percentual, mais de 62% gostariam de fazer algo diferente do que fazem hoje para serem mais felizes.
Um outro estudo, realizado com 22 mil funcionários da IBM, perguntou a razão pela qual eles deixaram o último emprego e 62% responderam que se sentiram tentados pela perspectiva de um novo emprego.
Há algumas semanas, realizei uma enquete aqui no LinkedIn perguntando as razões que motivam os profissionais a trocarem de emprego e mais de 23 mil pessoas responderam. Dessa amostra, 40% responderam que se motivam por um salário maior, 33% plano de carreira, 20% trabalhar home office e 7% desejam trocar a área de atuação.
Apresentei todos esses dados para te mostrar que, se você se sente infeliz no seu trabalho atual, você não está sozinho.
Com a pandemia o índice de desemprego cresceu muito e uma onda de profissionais escondendo a infelicidade com o trabalho aumentou, também. Nesse período onde muitos perderam o emprego parece até ingratidão não estar feliz com o trabalho, certo?
Errado! É claro que ter um trabalho é extremamente importante – principalmente nesse momento de incertezas -, mas você não precisa se conformar com essa sensação de impotência e infelicidade.
Passamos, no geral, mais de 44 horas semanais no trabalho e esse tempo somado as insatisfações podem gerar problemas graves, seja no curto, no médio ou no longo prazo.
A depressão no trabalho representa a segunda maior causa de afastamentos no Brasil e no mundo, de acordo com a OMS.
Em 2016, a Previdência Social registrou o afastamento de 75,3 mil trabalhadores por causas relacionadas a quadros depressivos. Hoje, o Brasil ocupa a quinta posição mundial com o maior número de casos de depressão, de acordo com dados da OMS.
É inegável que permanecer em um trabalho que não te satisfaz profissionalmente traz consequências negativas para a saúde física e mental, mas como avaliar se está na hora de trocar de emprego?
Separei oito sinais que vão te ajudar a fazer essa avaliação:
- O sofrimento começa no domingo a noite quando você ouve a música do Fantástico ou se lembra que a semana vai começar, você já fica ansioso, irritado ou depressivo.
- Quando seu trabalho atual não te oferece perspectivas de crescimento na carreira.
- O seu trabalho atual até tem um plano de carreira bem desenhado, mas você já não se vê mais trabalhando na mesma área ou na mesma empresa.
- Sabe aquele pensamento “será que eu devo trocar de emprego?” ? Se ele é recorrente encare como um forte indício de que está na hora de trocar de emprego, pois pessoas realizadas dificilmente têm esse questionamento de forma recorrente.
- Quando seu salário já não é mais compatível com o seu nível de entregas e responsabilidades, também é hora de considerar buscar outras oportunidades.
- As suas entregas estão em dia e você costuma entregar além do esperado, mas você não é reconhecido.
- Problemas com o chefe, com a equipe e com o ambiente de trabalho te fazem ter aquela sensação de esgotamento mental? É hora de trocar de emprego.
- Sua empresa está apresentando sinais de instabilidade e problemas financeiros.
Se você se identificou com um ou mais sinais, considere começar a se movimentar para procurar outra oportunidade de emprego.
É claro que você não deve se demitir imediatamente, até porque profissionais empregados têm mais chances de serem chamados para processos seletivos que profissionais desempregados, mas comece pesquisar o mercado.
Faça uma busca pelos mercados e empresas que estão em alta e procure pontos em comum entre eles e o seu perfil profissional, pois é mais fácil e rápido conseguir uma nova oportunidade nessas empresas.
Também é importante manter seu perfil no LinkedIn atualizado e usar boas palavras-chave para garantir que os recrutadores te encontrem através dos filtros e, claro, tenha também um currículo bem elaborado que ressalte sua trajetória profissional, seus resultados e suas habilidades.
Estar preparado para as entrevistas também vai te ajudar a “se vender” para os recrutadores, no aspecto mais comportamental, e para os gestores nos aspectos técnicos.
Você pode achar que não, mas trocar de emprego é muito mais simples do que parece e a sua saúde agradece (até rimou).